Governo lança mão de reserva e libera R$ 1,58 bilhão para a Educação

RIO – O governo decidiu usar parte de uma reserva de emergência criada no fim de março para evitar novo corte no orçamento. A equipe econômica vai lançar mão de R$ 1,64 bilhão dessa reserva para recompor as verbas dos ministérios da Educação e do Meio ambiente.

O MEC vai receber R$ 1,588 bilhão. Já o Minstério do Meio Ambiente ficará com R$ 56,6 milhões. O governo decidiu, ainda, usar R$ 2,167 bilhões da reserva para evitar contingenciamentos adicionais em outros órgãos do Executivo.

 

Manifestação contra bloqueio de recursos para a Educação termina com confusão e ônibus queimado no Rio

RIO – Terminou em confusão e em um ônibus queimado a manifestação feita ontem (15) no Centro do Rio contra o bloqueio de recursos para o setor da Educação anunciado recentemente pelo governo federal. O tumulto aconteceu na dispersão do protesto, por volta das 19h30, na Central do Brasil, onde a polícia militar lançou bombas de efeito moral.

Sacos de tinta vermelha foram jogados na fachada do Panteão Duque de Caxias, em frente ao Comando Militar do Leste. No local foi feita uma pichação em referência ao assassinato do músico Evaldo Rosa, em Guadalupe, no dia 2 de abril. 

Logo após, um ônibus foi incendiado na esquina das Avenidas Presidente Vargas e Passos, sem deixar feridos. A manifestação uniu universitários, alunos do ensino médio, pais e professores, entre outros. 

Nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou dizendo que os cortes são necessários e chamou os manifestantes de “massa de manobra” e “idiotas úteis”.

Bolsonaro chama de ‘idiotas úteis’ manifestantes contrários a cortes na Educação

DALLAS, TEXAS (EUA) – O presidente Jair Bolsonaro disse em Dallas, no Texas (EUA), onde terá várias reuniões nos próximos dias,  que os cortes de verbas da Educação são necessários, e chamou os estudantes que participam de protestos contra a medida de ‘massa de manobra’ e ‘idiotas úteis’.

Bolsonaro afirmou que os estudantes são manipulados por uma minoria que comanda as universidades federais. Já o presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que as manifestações fazem parte do sistema democrático. O bloqueio de verbas da Educação deu origem a uma mobilização com protestos por todo o país e milhares de pessoas nas ruas, nesta quarta-feira (15).

Escolas, universidades, sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos convocaram manifestações nos 26 estados e no Distrito Federal.

Governo estuda acabar com deduções de gastos com saúde e educação do Imposto de Renda

BRASÍLIA – O ministro da Economia disse que estuda acabar com as deduções de gastos com saúde e educação do Imposto de Renda. Em audiência no Congresso, Paulo Guedes justificou que essa seria uma forma de rever desigualdades, já que o benefício é voltado para a classe média.Segundo o ministro, no modelo a ser estudado no futuro, uma das possibilidades é baixar todas as alíquotas do Imposto de Renda e acabar com as deduções.

O Demonstrativo de Gastos Tributários indica que, só em 2019, o governo deixará de arrecadar mais de R$ 20 bilhões em impostos por causa das deduções. Rever esses gastos faz parte dos planos da equipe econômica para reduzir as renúncias fiscais, que chegam a mais de R$ 300 bilhões, ou 4% do PIB.

 

Alunos, pais e professores de institutos federais fazem protesto no Rio contra corte na Educação

RIO – Alunos, pais e professores de diversas escolas públicas organizaram um protesto em frente ao Colégio Militar do Rio, na Tijuca, que conta com a presença do presidente Jair Bolsonaro. O evento é em comemoração aos 130 anos da instituição.

Pessoas ligadas aos colégios Pedro II e de Aplicação da UFRJ e ainda do Cefet, do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia e da Fundação Osório estão fazendo desde cedo um ato contra os cortes no orçamento da educação anunciados pelo governo na semana passada.

O Ministério da Educação anunciou o corte de verba de 30% das universidades e institutos federais.