Atos contra o governo causam transtornos em mais de 20 cidades. No Rio, protesto termina em atropelamento

RIO – Mais de 20 estados e o Distrito Federal registraram protestos e paralisações em serviços públicos, nesta sexta-feira (14), como parte da greve geral convocada por sindicatos contra a reforma da Previdência e os cortes do governo na área da Educação.

Os efeitos foram sentidos mais no início da manhã nas grandes cidades principalmente por causa do fechamento de vias e do funcionamento do transporte público.

Em capitais como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador ônibus, trem e metrô funcionaram de forma parcial, e alguns coletivos foram atacados por pedras.

Na capital do Rio, manifestações bloquearam vias importantes da cidade no começo do dia, mas o transporte público não parou e segue funcionando normalmente. A PM chegou a usar bomba de efeito moral para dispersar protesto na Avenida Brasil, na altura do INTO, no sentido Centro, mas o trânsito foi normalizado ainda no período da manhã.

Em Niterói, na região metropolitana do Rio, três pessoas foram atropeladas por um motorista durante um protesto na Avenida Marquês do Paraná, no Centro de Niterói. De acordo com as primeiras informações, um motorista quis avançar com o carro na via, que estava bloqueada por estudantes e professores que se recusaram a sair da frente dos carros. Testemunhas contaram que o motorista acelerou em cima do grupo. As vítimas seriam duas professoras e um estudante da UFF. Os três foram levados para o Hospital Antônio Pedro, também em Niterói.

Manifestações contra a reforma da Previdência interrompem serviços em algumas cidades e fecham vias importantes no Rio

RIO – Várias cidades brasileiras amanheceram, nesta sexta-feira (14), com protestos e paralisações em serviços públicos. Mais de 20 estados e o Distrito Federal foram afetados, no início da manhã, por manifestações e trabalhadores que cruzaram os braços contra a reforma da Previdência e os cortes do governo na área da Educação.

No Rio, protestos bloquearam algumas vias da cidade, causando engarrafamentos em regiões como Centro e Zona Portuária.  Houve registro de confronto na Avenida Brasil, na altura do Into, no sentido Centro, onde policiais usaram bombas de efeitos moral contra os manifestantes.

Os ônibus, o metrô, os trens da Supervia e as barcas iniciariam o dia funcionando normalmente no Rio, mas os protestos causaram vários pontos de congestionamento.

Já cidades como São Paulo, Curitiba, Salvador, João Pessoa e Belo Horizonte registraram manifestações com fechamento de vias e os transportes públicos começam o dia operando parcialmente.

Ministério da Saúde compra produto incompatível com equipamentos usados contra o Aedes Aegypti no Rio

RIO – A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou que os estoques do inseticida utilizado no controle do mosquito Aedes Aegypti adultos estão abaixo dos níveis ideais no estado.

De acordo com o órgão, o Ministério da Saúde comprou um produto incompatível com os equipamentos disponíveis e isso gerou um déficit de 300 mil litros nas reservas estaduais.

O superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, Mário Sérgio Ribeiro, explicou que problemas de formulação no inseticida comprado geraram entupimento dos equipamentos nos quais o produto é usado. 

Centrais sindicais convocam greve geral na próxima sexta-feira (14) contra reforma da Previdência

RIO / SÃO PAULO – Centrais sindicais de todo o país estão convocando trabalhadores de diversas categorias para a greve geral programada para sexta-feira, dia 14. O movimento é uma ação contra a reforma da Previdência e também para reivindicar temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e contingenciamento na educação.

A paralisação foi aprovada por todas as centrais sindicais brasileiras que se reuniram no dia 1º de maio em um ato na capital paulista.

Em São Paulo, entidades ligadas a várias centrais e sindicatos de motoristas, metroviários, ferroviários e rodoviários confirmaram adesão à greve geral e já anunciaram que vão parar durante 24 horas.

No Rio de Janeiro, a adesão à greve está sendo decidida pelos sindicatos de cada profissão. Em assembleia organizada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), professoras e professores aprovaram, por unanimidade, a participação na greve geral do dia 14 de junho. Os trabalhadores da rede privada de ensino do Rio de Janeiro, de São Paulo, Brasília, Pará, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco e Goiás, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino, já confirmaram que vão cruzar os braços no dia 14 de junho.

Caxias lança campanha de enfrentamento à violência contra a mulher

CAXIAS – A prefeitura de Duque de Caxias vai lançar amanhã (12) uma campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa será lançada no Teatro Sesi, no Centro de Caxias.

O objetivo é diminuir os índices de feminicídio no município que fica na Baixada Fluminense e possui o recorde negativo de violência contra a mulher no estado do Rio. Além da veiculação de peças publicitárias nas mídias tradicionais e online, a prefeitura vai promover diversas ações educativas como palestras, rodas de conversa e orientação à população.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), somente no ano passado, foram registrados mais de 3,8 mil casos de violência contra a mulher no município de Duque de Caxias.