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Saiu do Supremo mais uma decisão alarmante para a Lava Jato e estimulante para o crime.

O presidente do STF, Dias Toffoli, acaba de dar mais uma canetada isolada daquelas que não conseguem agradar a ninguém… pelo menos ninguém que seja a favor do combate à corrupção.

Ele suspendeu o compartilhamento de informações detalhadas do Coaf para o Ministério Público e para a Polícia Federal.

O Coaf é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, e esse compartilhamento é fundamental na vigilância a movimentações suspeitas.

A decisão de Toffoli foi tomada atendendo a pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro. O senador é alvo de investigações que ele afirma serem ilegais.

Enfim, a decisão do ministro provocou uma avalanche de reclamações, argumentos e protestos.

Autoridades, profissionais e especialistas, de cima a baixo da Linha do Equador, falam em prejuízos na guerra contra lavagem de dinheiro, narcotráfico, terrorismo, contrabando, organizações criminosas, quadrilhas, gangues e facções.

Não há dúvida de que o ministro agiu sob convicções constitucionais.

O curioso é que, novamente, as convicções de um membro do STF voltaram a causar incertezas, inseguranças e instabilidades jurídicas, além de riscos, perigos e ameaças institucionais.

É como se um quartel de bombeiros estivesse dominado por um grupo de incendiários.