11 de março de 2019

O Twitter é tão perigoso quanto um revólver nas mãos de uma criança

O Twitter é tão perigoso quanto um revólver nas mãos de uma criança

O governo Bolsonaro precisa encontrar logo seu ponto de equilíbrio, seu prumo e seu rumo. Isso porque já estamos no terceiro mês, quase perto dos 100 dias, com a balança dos prós e contras pendendo para o lado desconfortável e desfavorável.

Não adianta botar a culpa na imprensa, na oposição, nos cientistas políticos ou nos ideólogos e intelectuais de esquerda. Alguns dos principais aliados do presidente têm sido os principais “adversários” do presidente, incluindo 3 filhos, 3 ministros e um Twitter – instrumento mais perigoso que um revólver nas mãos de uma criança.

O mau uso dessa ferramenta tem causado os maiores constrangimentos e os piores momentos do novo governo. Um novo governo que não pode correr o risco de envelhecer antes de amadurecer – e não pode correr o risco de envelhecer antes de honrar os compromissos de campanha e aprovar as reformas de urgência.

Alguém precisa lembrar ao Bolsonaro o seguinte: dos quase 60 milhões de votos que ele recebeu, mais da metade, mais de 30 milhões, foram de eleitores desesperados para se livrar do pesadelo lulopetista. O atual presidente não pode se dar ao luxo de, em menos de 100 dias, derreter o sonho desses milhões de votos emprestados.

Bolsonaro ganhou 4 anos de mandato, mas, para provar que mereceu, só terá no máximo 4 meses de lua de mel.

Enfim, cabe ao governo renunciar ao acelerado processo de suicídio político, e focar no lento processo de ressurreição econômica.