26 de fevereiro de 2019

Deputados e senadores já estão por aí "forjando dificuldades"

Deputados e senadores já estão por aí

Alguns deputados e senadores já estão por aí “forjando dificuldades para vender facilidades”.

A bancada da barganha diz que não vai apoiar a reforma de Previdência, nem antes de uma auditoria, nem antes de uma cobrança sobre as maiores empresas devedoras.

Bom… Auditoria já é uma coisa feita praticamente mês a mês, ano após ano, já que as contas públicas sofrem vigilâncias, fiscalizações e investigações severas, de órgãos de controle públicos, tribunais oficiais e economistas ou jornalistas especializados.

Foi por essas e outras que as pedaladas fiscais e as mandiocas financeiras não passaram despercebidas.

Quanto à cobrança das grandes dívidas, não há grande dúvida de que se trata de uma grande ideia.

O problema é que os maiores débitos na Previdência são de empresas que não existem mais, que já morreram e que não planejam ressuscitar para acertar suas contas.

Dentre as empresas que devem e ainda existem, processualmente elas têm direito a alegações, contestações e ponderações – que exigem ritos, prazos, protocolos e formalidades… enfim, processos e procedimentos que levam décadas para serem concluídos.

Daí que, como eu já disse: no caso da Previdência, não se trata mais de saber “como chegamos a isso?”. A urgência, agora, é “o que fazer para sairmos dessa?”, porque o país não pode mais esperar.

Resumindo: a ideia de uma auditoria não passa de piada, e a proposta de cobrar de “todos que devem” não passa de ilusão.

Quem não gostar dessa dura realidade que vá se queixar com os políticos eleitos e reeleitos nos últimos 20 anos.

Políticos como esses que hoje estão por aí “forjando dificuldades para vender facilidades”.