05 de dezembro de 2018

A batalha da comunicação e do convencimento

A batalha da comunicação e do convencimento

Eu vi o Bolsonaro na TV dizendo que, quando se trata de reformas, a gente não pode perder a batalhão da comunicação. Foi o que eu comentei aqui, no dia 1º de março de 2018. Vale dar uma recapitulada…

(…)

“A comunicação é um trunfo fundamental quando se lida com propostas ou medidas impopulares, que precisam ser bem explicadas e esclarecidas, sob pena de várias mentiras vencerem uma única verdade”.

“O governo não pode perder a batalha da comunicação sobre a reforma da Previdência, e não pode desistir da reforma da Previdência, porque o rombo da Previdência não vai desistir de quebrar o Brasil”.

“É preciso lembrar que a reforma pertence a uma agenda pública de compromissos com as próximas gerações. Daí que o presidente eleito vai ter que pensar em reforma da Previdência antes de pensar em tomar posse na Presidência”.

“Se não enfrentar a reforma da Previdência, o futuro presidente não vai governar… nem por quatro meses, como a Dilma não governou. Isso porque, sem a reforma, não haverá investimento, não haverá dinheiro, não haverá governo, nem haverá governabilidade.”

“A comunicação que precisa ser feita é a de que a reforma da previdência visa acabar com privilégios, desigualdades, concentração de riqueza e manutenção da pobreza. A reforma não vai acabar com a pobreza, mas vai evitar que os ricos continuem se aproveitando dos pobres”.

“Essa foi a comunicação que o Temer não conseguiu comunicar, e a comunicação que a Dilma e o Lula nunca quiseram comunicar”.

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Se já entendeu que o caminho é o da comunicação e o do convencimento, Bolsonaro tem chance de salvar seu governo. Mais do que isso, tem chance de salvar o Brasil.