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18 de julho de 2019

Vereador de Queimados é preso suspeito de liderar milícia que atua na Baixada Fluminense

QUEIMADOS – Um vereador eleito pelo PTdoB que já foi secretário de Defesa Civil de Queimados, na Baixada Fluminense, foi preso, na manhã de hoje (18), suspeito de chefiar uma milícia que tem ligação com o tráfico de drogas.

Vereador é apontado como o responsável por explorar a distribuição clandestina de sinal de TV a cabo em condomínios do "Minha Casa, Minha Vida" de Queimados (foto). Divulgação Prefeitura de Queimados

QUEIMADOS – Um vereador eleito pelo PTdoB que já foi secretário de Defesa Civil de Queimados, na Baixada Fluminense, foi preso, na manhã de hoje (18), suspeito de chefiar uma milícia que tem ligação com o tráfico de drogas.

Davi Brasil Caetano é considerado o líder da milícia conhecida como “Caçadores de ganso”. O termo “ganso” é usado informalmente por policiais para definir criminosos. O ex-secretário foi preso em casa e, ao sair, acenou para a imprensa.

Davi é apontado como o responsável por explorar a distribuição clandestina de sinal de TV a cabo em condomínios do “Minha Casa, Minha Vida” de Queimados e em outros municípios da Baixada. A milícia chefiada por Davi Brasil Caetano também é investigada por homicídios, extorsões e roubos.

A operação policial que prendeu o ex- secretário de Defesa Civil de Queimados também tenta cumprir outros 24 mandados de prisão contra suspeitos ligados à milícia e também ao tráfico de drogas. Nove dos alvos já estão presos.

A operação, batizada de “Hunter”, é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), em conjunto com as delegacias de Homicídio da Baixada Fluminense e da Capital e com o serviço de inteligência da Polícia Militar.

O monopólio da venda do chamado ‘kit-churrasco’ era um dos negócios ilegais da milícia no condomínio Valdariosa. Os moradores só podiam comprar carne, linguiça ou carvão das mãos dos criminosos.

Segundo o Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, além do kit-churrasco, os milicianos também exploravam a venda de cestas básicas, gás de cozinha e água, cobravam taxas de segurança dos moradores e comerciantes e controlavam os serviços de moto-táxi na comunidade.