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9 de abril de 2021

Tribunal de Contas do Rio exonera Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel

RIO – Dr. Jairinho, padrastro do garoto, perdeu salário na Câmara Municipal do Rio.

Agência Brasil / Tânia Rêgo

RIO – O Tribunal de Contas do Município do Rio exonerou Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, do cargo de assistente do órgão. Uma resolução com a dispensa foi publicada no Diário Oficial do Município de hoje (9). A demissão é retroativa ao dia 24 de março.

Monique e o vereador Dr. Jairinho foram presos ontem (8) porque, segundo a polícia, estariam tentando atrapalhar as investigações sobre a morte do menino, que aconteceu no dia 8 de março. Além disso, ambos são suspeitos por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima.

Os dois foram levados para diferentes penitenciárias do Rio de Janeiro e vão ficar isolados por 14 dias antes de passarem a celas com outros internos. O procedimento é de praxe para todos os presos e tem como objetivo evitar a disseminação da Covid-19 dentro dos presídios. Monique foi levada para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, e o vereador foi conduzido ao Complexo Penitenciário de Bangu. 

Ontem (8), o Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio aprovou o afastamento do vereador Dr. Jairinho, expulso do Solidariedade e preso sob acusação de torturar a matar o enteado, o menino Henry Borel, de 4 anos. Os integrantes do Conselho fizeram uma representação contra o vereador por falta de decoro, após o anúncio da prisão de Dr. Jairinho e da namorada dele, Monique Medeiros, mãe de Henry, apontada como conivente no crime. O vereador também teve o salário cortado na Câmara Municipal. O casal vai responder por homicídio duplamente qualificado.