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28 de agosto de 2020

STJ afasta Wilson Witzel do cargo de governador do Rio por 6 meses

RIO – Witzel e outras oito pessoas foram denunciados por irregularidades na área da saúde neste período de pandemia do novo coronavírus.

Agência Brasil / Fernando Frazão

RIO – O governador do Rio, Wilson Witzel, foi afastado do cargo por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O afastamento é por seis meses. Witzel e outras oito pessoas, incluindo a primeira-dama, Helena Witzel, foram denunciados por irregularidades na área da Saúde neste período de pandemia do novo coronavírus.

A Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal cumprem 17 mandados de prisão e 72 de busca e apreensão contra políticos, empresários e agentes públicos envolvidos em crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que, segundo a denúncia, seriam cometidos pelo grupo comandado pelo governador.

O pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, partido de Witzel, foi preso na cobertura onde mora, no Recreio dos Bandeirantes, e o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão também é alvo de mandado de prisão.

O pastor Everaldo foi citado na delação premiada do ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, por conta da influência dele no Palácio Guanabara.

Os agentes estão cumprindo os mandatos em outros cinco estados, no Distrito Federal e em um endereço no Uruguai.

Com o afastamento de Wilson Witzel, o vice, Cláudio Castro, que está em Brasília, deve assumir o cargo de governador do Rio.

A operação desta sexta-feira (28) é um desdobramento das operações placebo e favorito, que investigam corrupção em contratos públicos do governo fluminense. A ação foi batizada de Tris in Idem, numa referência ao fato de Witzel ser o terceiro governador do Rio investigado por usar esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens.

A defesa de Wilson Witzel, informou, por meio de nota, que o afastamento dele do cargo de governador do Rio foi uma grande surpresa e que tomará as “medidas cabíveis”.