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3 de maio de 2019

STF terá de explicar ao TCU licitação para compra de lagostas e vinhos premiados

SÃO PAULO – O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que explicar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a licitação de R$ 1,3 milhão em compras de comidas e bebidas para as refeições servidas pela corte.

Reprodução

SÃO PAULO – O Supremo Tribunal Federal (STF) terá que explicar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a licitação de R$ 1,3 milhão em compras de comidas e bebidas para as refeições servidas pela corte. O menu citado na licitação dos ministros dos STF exige lagosta e vinhos importados e premiados. 

De acordo com a licitação, devem ser colocados à mesa pratos como bobó de camarão, bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri e medalhões de lagosta. O cardápio ainda tem vitela assada, arroz de pato codornas assadas, carré de cordeiro e “tournedos de filé”. O menu exigido pela licitação dos ministros dos STF inclui desde a oferta café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, jantar e coquetel. As lagostas devem ser servidas “com molho de manteiga queimada”.

Os vinhos exigiram um capítulo à parte no edital. Se for tinto, por exemplo, tem de ser Tannat ou Assemblage de safra igual ou posterior a 2010 e com pelo menos quatro premiações internacionais. Na licitação consta ainda que “o vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses.”

Para o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, os itens da lista contrastam com a escassez de alimentos que a população brasileira enfrenta por conta da crise econômica. Furtado pediu a suspensão da licitação por meio de medida cautelar.

A investigação do TCU se baseou em uma reportagem publicada pelo jornal o “Estado de S. Paulo” na sexta-feira passada (26). Lucas Rocha Furtado afirmou que a notícia teve “forte e negativa repercussão popular”.