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11 de fevereiro de 2020

Sérgio Cabral admite que ex-primeira-dama sabia da existência do caixa paralelo

RIO – Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, Cabral admitiu que a mulher  usufruiu largamente desse caixa. O ex-governador confirmou acusações dos procuradores.

Valter Campanato/Agência Brasil

RIO – No 1º depoimento à justiça na condição de delator, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral confirmou, pela 1ª vez, que a mulher dele, Adriana Ancelmo, sabia do ‘caixa paralelo’, formado com dinheiro público desviado da administração estadual.

Em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, Cabral admitiu que a mulher  usufruiu largamente desse caixa. O ex-governador confirmou acusações dos procuradores.

Segundo o Ministério Público, Cabral ocultou cerca de R$ 4 milhões desviados, com a ajuda do empresário Ítalo Garritano, dono da rede japonesa de restaurantes Manekineko. O esquema teria ocorrido por meio do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, entre 2014 e 2016.

Ouvida na mesma audiência, Adriana negou o uso do escritório para lavar dinheiro o desviado do estado e afirmou que a relação com a rede de restaurantes envolvia prestação de serviços.  O advogado de Adriana, Alexandre Lopes, atribuiu as declarações de Cabral ao desespero do ex-governador, diante das condenações, que somam 282 anos de prisão.