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24 de fevereiro de 2022

Rússia ataca a Ucrânia

KIEV – Cerca de 20 brasileiros já pediram socorro à embaixada do Brasil na Ucrânia.

Divulgação Gabinete do Presidente da Ucrânia

KIEV (agências internacionais) – Após dias de escalada de tensão e ameaças, a Rússia atacou a Ucrânia nas primeiras horas desta quinta-feira (24). Pouco depois do presidente, Vladimir Putin, ter autorizado, em pronunciamento pela TV, uma operação militar nas regiões separatistas do leste da Ucrânia, explosões e sirenes foram ouvidas em diferentes cidades do país,  incluindo a capital, Kiev.

Fotos da capital mostram, desde cedo, longas filas de carros tentando sair da cidade após a Rússia lançar um ataque contra o país. O Ministério do Interior da Ucrânia informou que a capital Kiev está sob ataque e aconselhou os cidadãos a irem para abrigos. Os militares da Ucrânia estão respondendo aos ataques russos e afirmam que já mataram 50 soldados inimigos, destruíram 4 tanques e derrubaram 6 aeronaves russas.

No pronunciamento divulgado pela TV, Putin alertou para que nenhum governo interfira na ação russa na região separatista da Ucrânia.

Cerca de 20 brasileiros estão em um hotel na cidade e pedem ajudam à embaixada brasileira para deixar o país. Segundo a Embaixada do Brasil na Ucrânia, cerca de 500 brasileiros vivem no país; entre eles estão os jogadores de futebol e profissionais de tecnologia da informação.

Horas depois dos primeiros ataques, o Banco Central da Ucrânia suspendeu saques em moeda estrangeira e limitou a quantidade de moeda local que as pessoas podem retirar de caixas eletrônicos.

A repercussão internacional ao ataque russo é muito grande. A ONU pediu que o presidente Vladimir Putin recue, e a Otan informou que tomará novas medidas de dissuasão e defesa. O presidente dos EUA condenou, em comunicado oficial da Casa Branca, a decisão de Putin de invadir a  Ucrânia. Joe Biden afirmou que Putin escolheu uma guerra que trará perdas de vidas e sofrimento. O presidente americano disse também que os EUA e seus aliados responderão de forma unida e decisiva. O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que os momentos atuais estão entre os mais sombrios desde a 2ª Guerra Mundial.