ouça
ao vivo

botão de play

Tocando agora

...

...

Home > Notícias > Primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Rio tem atrasos e acidente grave

21 de abril de 2022

Primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Rio tem atrasos e acidente grave

RIO – Depois de mais de dois anos, a Marquês de Sapucaí do Rio voltou a receber os desfiles das escolas de samba do Rio.

Desfile da escola União da Ilha / Riotur - Fabio Motta

RIO (agências internacionais) – Depois de mais de dois anos, a Marquês de Sapucaí do Rio voltou a receber os desfiles das escolas de samba cariocas. Entre a noite de ontem (20) e a madrugada de hoje (21), sete agremiações da série Ouro, o antigo grupo de acesso, passaram pelo local.

A reabertura do Sambódromo ficou por conta da “Em cima da hora”, escola do bairro de Cavalcanti, no subúrbio carioca, que já entrou na avenida com um atraso de mais de 40 minutos.  A escola reeditou seu enredo de 1984 sobre o trem 33, que saía de Japeri rumo à Central do Brasil.

A segunda escola a entrar na avenida foi a “Acadêmicos do Cubango”. A agremiação de Niterói homenageou a atriz Chica Xavier. A Cubango já estava dispersando quando uma menina de 11 anos ficou gravemente ferida em um acidente envolvendo um carro alegórico da escola da “Em cima da hora”, na área de dispersão do sambódromo. Raquel Antunes da Silva teve as pernas esmagadas entre um carro alegórico e um poste na saída da Praça da Apoteose. A menina perdeu uma das pernas e corre risco de perder a outra. Ela está internada no Hospital Souza Aguiar.

O acidente provocou um atraso de uma hora no início do desfile da “Unidos da Ponte”, já que a Polícia Civil teve que isolar a área de dispersão para fazer a perícia no local. A “Unidos da Ponte” apostou em uma homenagem à irmã Dulce, freira baiana que morreu em 1992 e se tornou Santa Dulce dos Pobres ao ser canonizada em 2019. A “Ponte” acabou passando um minuto do tempo de desfile máximo do desfile, de 55 minutos, o que pode ocasionar a perda de pontos.

A “Unidos do Porto da Pedra, de São Gonçalo,  levou cerca de 2 mil componentes, em 23 alas, para homenagear mãe Stella de Oxóssi, escritora que defendeu o respeito ao candomblé, e terminou o desfile bem próximo ao tempo limite.

A “União da Ilha do Governador” foi a quinta escola a entrar na avenida, com sede de grupo especial depois do rebaixamento de 2020. A escola perdeu seu carnavalesco, Severo Luzardo, um mês e meio antes do desfile, mas superou o desafio com a animação de suas 20 alas para falar sobre a devoção a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A atriz Cacau Protásio interpretou a santa na comissão de frente.

A “Unidos de Bangu” entrou na avenida com o sol já começando a raiar e uma controversa homenagem a Castor de Andrade, contraventor carioca com grande atuação no carnaval. A escola fechou o desfile com 58 minutos, três além do máximo permitido, já com o dia claro.

Encerrando o primeiro dia de desfiles da Série Ouro, a “Acadêmicos do Sossego”, entrou na avenida por volta das 6h30, levando para a avenida profecias indígenas sobre o colapso ambiental do planeta.