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28 de março de 2022

“No ritmo do coração” vence como melhor filme no Oscar, e Troy Kotsur é o 1º homem surdo a levar uma estatueta

LOS ANGELES – “Duna” ficou com o maior número de prêmios da noite: seis no total.

Troy Kotsur venceu na categoria de melhor ator coadjuvante. Reprodução ABC

LOS ANGELES (agências internacionais ) – “No ritmo do coração” foi o grande vencedor do Oscar 2022 ao levar os prêmios de melhor filme, roteiro adaptado e ator coadjuvante, para Troy Kotsur. A ficção científica “Duna” ficou com o maior número de troféus: seis ao todo, e “Ataque dos cães”, recordista em indicações com 12 no total, acabou com apenas um prêmio: melhor direção para Jane Campion, que se tornou a terceira mulher a vencer na categoria. 

Will Smith levou o Oscar como melhor ator pelo filme “King Richard: criando campeãs”, e Jessica Chastain foi premiada como melhor atriz, pela atuação em “Os olhos de Tammy Faye”. Antes de receber o prêmio de melhor ator, Will Smith protagonizou uma cena que causou grande repercussão. O ator deu um tapa na cara de Chris Rock, após o comediante, que apresentava o prêmio de melhor documentário, fazer uma piada sobre a cabeça raspada da mulher de Will Smith. Jada Pinkett Smith, que também é atriz, já disse publicamente que sofre de alopecia, uma doença que leva à perda de cabelo. Após o evento, o Departamento de Polícia de Los Angeles emitiu um comunicado informando que Rock se recusou a registrar um boletim de ocorrência sobre o incidente.

Um dos momentos marcantes da grande festa do cinema deste ano no Dolby Theatre, em Los Angeles, foi quando Troy Kotsur venceu na categoria de melhor ator coadjuvante. Ele fez história ao se tornar o primeiro ator surdo a conquistar uma estatueta do Oscar. E um outro momento histórico do Oscar 2022 foi quando Ariana Debose se tornou a primeira artista queer negra a receber o prêmio de melhor atriz coadjuvante pelo trabalho em “Amor, sublime amor”, musical dirigido por Steven Spielberg. A sigla “Queer” tem a ver com a não identificação de gênero e defende a ideia de que um ser humano pode portar múltiplas identidades, tanto com relação ao gênero como à sexualidade.

E vale informar ainda que  não foi desta vez que a estatueta vai para um brasileiro. O filme “Onde eu moro”, codirigido pelo carioca Pedro Kos, concorria a melhor curta-metragem, mas o vencedor na categoria foi “The Long Goodbye”.