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11 de maio de 2018

Memorando da CIA sugere que Geisel autorizou execução de presos políticos durante a ditadura

BRASÍLIA – O presidente do Brasil entre 1974 e 1979, General Ernesto Geisel, sabia e autorizou a execução de opositores durante a ditadura militar. É o que diz um memorando secreto da CIA, de 11 de abril de 1974, elaborado pelo então diretor da Central de Inteligência Americana, William Egan Colby, e endereçado ao então secretário de estado, Henry Kissinger.

O presidente do Brasil entre 1974 e 1979, General Ernesto Geisel. Fotos Públicas

BRASÍLIA – O presidente do Brasil entre 1974 e 1979, General Ernesto Geisel, sabia e autorizou a execução de opositores durante a ditadura militar. É o que diz um memorando secreto da CIA, de 11 de abril de 1974, elaborado pelo então diretor da Central de Inteligência Americana, William Egan Colby, e endereçado ao então secretário de estado, Henry Kissinger.

Tornado público recentemente pelo governo dos Estados Unidos, o documento foi revelado pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas. O memorando cita um encontro entre Geisel, João Batista Figueiredo, então chefe do Serviço Nacional de Informações, e os generais Milton Tavares de Souza e Confúcio Avelino, ambos do Centro de Inteligência do exército.

De acordo com o documento, o general Milton Tavares disse que o Brasil não poderia ignorar a "ameaça terrorista e subversiva", e que os métodos "extra-legais deveriam continuar a ser empregados contra subversivos perigosos".

Ainda segundo o memorando, o oficial disse que, no ano anterior, em 1973, 104 pessoas enquadradas nessa categoria foram sumariamente executadas pelo Centro de Inteligência do Exército.