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13 de novembro de 2019

Embaixada da Venezuela em Brasília é ocupada por simpatizantes de Guaidó

BRASÍLIA – O governo de Nicolás Maduro divulgou nota em que chama de ‘ataque cometido por grupos violentos’ a ocupação da Embaixada da Venezuela em Brasília.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

BRASÍLIA – O governo de Nicolás Maduro divulgou nota em que chama de ‘ataque cometido por grupos violentos’ a ocupação da Embaixada da Venezuela em Brasília por simpatizantes do líder oposicionista Juan Guaidó. No comunicado, o regime chavista se queixa de uma suposta ‘atitude passiva’ das autoridades policiais brasileiras.

Antes da reação do governo Maduro, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República havia classificado a ocupação da embaixada como ‘invasão’. O órgão também chamou de ‘inescrupulosos e levianos’ aqueles que divulgaram informações de que o governo brasileiro teria apoiado a invasão.

O Brasil reconhece Juan Guaidó como presidente venezuelano. Mas a embaixada ainda é administrada por funcionários de Maduro. Durante a ocupação, grupos antagonistas entraram em conflito. A PM foi acionada. A representação diplomática está sem embaixador desde 2016, quando Alberto Castellar foi chamado de volta ao país de origem como resposta de Maduro ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Através das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro repudiou a interferência do que chamou de ‘atores externos’ e disse que o governo brasileiro está tomando as medidas necessárias para resguardar a ordem pública e evitar atos de violência, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

À tarde, os apoiadores de Juan Guaidó deixaram o prédio da embaixada venezuelana depois de 12 horas de ocupação. O grupo, formado por 14 pessoas, estava na embaixada desde as 5h. A saída deles foi acompanhada pela Polícia Militar do Distrito Federal e coordenada pela Polícia Federal e o ministério das Relações Exteriores. As negociações para que o grupo deixasse o local foram conduzidas pelo coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Correia, e pelo ministro-conselheiro da Embaixada da Venezuela no Brasil, Tomás Silva, reconhecido pelo governo brasileiro e por Juan Guaidó.