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28 de maio de 2018

Despenca número de doações no Hemorio por causa da dificuldade de deslocamento das pessoas

O Hemorio está enfrentando queda de doadores de sangue. Arquivo Agência Brasil

RIO – O Hemorio, no Centro do Rio, está enfrentando queda de doadores de sangue por causa da dificuldade de deslocamento como reflexo da paralisação dos caminhoneiros, que hoje (28) completa 8 dias. Até as 10h desta sexta-feira (28) foram registradas apenas 30 doações. O período da manhã é o que concentra maior movimento de doadores por dia. Normalmente são entre 200 a 250.

Até mesmo as coletas externas, quando as equipes do Hemorio vão a empresas e instituições atrás de doadores, estão prejudicadas. Duas universidades particulares que tinham feito agendamento para esta segunda-feira (28) cancelaram a visita do hemocentro.

Uma carta assinada por 105 hospitais privados em todo o país informa que não é mais possível garantir o cuidado a pacientes a partir desta segunda-feira (28) se a greve dos caminhoneiros continuar. A nota foi enviada pela Associação Nacional dos Hospitais Privados. Hospitais de todo o país relatam falta de remédios essenciais, como os usados em quimioterapia e diálise. De modo geral, estão afetados todos os serviços dos hospitais, da limpeza ao tratamento médico.

A carta dos hospitais privados é assinada por unidades de referência, como os hospitais Sírio-Libanês e o Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Também assinaram o documento o Hospital Copa D'Or, no Rio.

No SUS, o Ministério da Saúde informou que o atendimento nas unidades é de responsabilidade das secretarias municipais e estaduais.

As cirurgias eletivas na rede de saúde do Rio foram suspensas como consequência da paralisação dos caminhoneiros. Segundo o governo, o estoque de sangue do Hemorio está baixo. Ontem (27) foram registradas apenas três doações no hemocentro.

A greve dos caminhoneiros afeta também a distribuição nacional de gás de cozinha, o GLP. Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, Sergio Bandeira de Mello, muitas revendas estão zeradas porque o produto está retido nas estradas. Com isso, segundo Mello, muitos locais com serviços essenciais correm o risco de desabastecimento.