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4 de setembro de 2018

Bombeiros encontram crânio em meio aos escombros do Museu Nacional

RIO – Os bombeiros que trabalham no que restou do prédio do Museu Nacional encontraram, hoje pela manhã (4), um crânio em meio aos escombros. Esse crânio pode ser de Luzia, o fóssil humano mais antigo da América, com mais de 12 mil anos. Especialistas vão analisar o material.

Um bombeiro que trabalhou no controle das chamas contou que te

Funcionários do museu estão em busca de peças. Agência Brasil/Tomaz Silva

RIO – Os bombeiros que trabalham no que restou do prédio do Museu Nacional encontraram, hoje pela manhã (4), um crânio em meio aos escombros. Esse crânio pode ser de Luzia, o fóssil humano mais antigo da América, com mais de 12 mil anos. Especialistas vão analisar o material.

Um bombeiro que trabalhou no controle das chamas contou que tentou resgatar Luzia, mas acabou ferido. Ao se arriscar no meio das chamas, o bombeiro Rafael Luz relatou o desespero ao abrir um armário e só encontrar um ferro "incandescente". Segundo ele, a alta temperatura do material derreteu a luva que o protegia do fogo e queimou seus dedos.

Em um relato nomeado de 'Em cada canto um herdeiro de Luzia', o profissional compartilha a frustração de não ter conseguido salvá-la. "Sabia a importância e relevância dessa peça. Fomos levados à sala onde ela estava. Junto com o Tenente Coronel Vitoriano, entramos em uma sala ainda com focos e avançamos. Fizemos um esforço gigantesco e conseguimos nos aproximar e abrir o armário. Ao procurar Luzia, encontrei vazio e um ferro incandescente que derreteu minha luva e queimou meus dedos. Doeu, muito. Saí da sala e chorei. De dor? Não. De frustração.", escreveu.

Na publicação, Rafael também conta que ele e todos os que trabalhavam no local deram o máximo para apagar o incêndio e minimizar os estragos.

A chuva da madrugada de hoje (4) ajudou a apagar alguns focos de incêndio que ainda existiam. O Museu Nacional foi interditado pela Defesa Civil por causa de um grande risco de desabamento nas áreas internas.

As 22 estátuas de deusas que ficam no topo do Museu Nacional correm o risco de cair a qualquer momento. Uma delas já caiu durante a madrugada e, com isso, os trabalhos de rescaldo feito pelo Corpo de Bombeiros, seguido da busca de funcionários do museu para achar itens que não foram perdidos, foi interrompido.