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23 de setembro de 2020

“Foi para glória pessoal”: assassino de John Lennon pede desculpas à Yoko Ono

BBC teve acesso às declarações de Mark David Chapman, o homem que matou John Lennon em 8 de dezembro de 1980, que revelou recentemente em audiência que sente arrependimento por ter matado o astro do rock.

Além disso, Chapman contou que gostaria de receber o benefício da liberdade condicional para “levar a palavra dos Senhor” às pessoas.

Aos 65 anos, David tentou conseguir a liberdade pela 11ª vez, enquanto cumpre pena em Wende Correctional Facility, em Nova York, nos Estados Unidos.

“Eu só quero reiterar que sinto muito pelo meu crime. Eu não tenho desculpa. Isso foi para glória pessoal. Eu acho que é o pior crime que pode acontecer fazer algo a alguém que é inocente.

Ele era extremamente famoso. Eu não o matei por seu caráter ou pelo tipo de homem que ele era. Ele era um homem de família. Ele era um ícone. Ele era alguém que falava de coisas que agora nós podemos falar e isso é ótimo.

Eu quero adicionar e enfatizar isso com força. Foi um ato extremamente egoísta. Eu peço desculpas pela dor que eu causei a ela [Yoko Ono]. Eu penso nisso o tempo todo.

Eu mereço zero, nada. Se a lei e vocês escolherem me deixar aqui pelo resto da minha vida, eu não tenho qualquer reclamação.”

Vale lembrar que já se passaram quase 40 anos desde o crime, que ocorreu em dezembro de 1980 e os quatro tiros disparados contra John foram testemunhados por Ono. O criminoso tinha 25 anos na época, e terá de esperar mais dois anos para tentar sua liberdade condicional mais uma vez.