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15 de junho de 2020

“A arrogância extrema pode ter penas desastrosas”, diz Bob Dylan sobre a pandemia

Bob Dylan deu uma de suas raras entrevistas ao The New York Times, na qual abordou a morte de George Floyd pelas mãos da polícia americana, a pandemia de COVID-19, o álbum “Rough & Rowdy Ways”, entre outros temas.

Em sua primeira entrevista à imprensa desde 2016, o músico disse ter se sentido “horrorizado” ao ver Floyd “ser torturado daquela maneira”. “Foi para além de horroroso. Esperamos que a justiça chegue rápido à família Floyd e à nação”, afirmou.

Além da morte de Floyd, Dylan abordou ainda a pandemia da Covid-19, que acredita ser “um indicador de algo mais por vir”.

“Isso implicaria que o mundo está para receber algum tipo de punição divina. A arrogância extrema pode ter penas desastrosas. Talvez estejamos na beira da destruição. Existem várias maneiras de pensar sobre esse vírus. Eu acho que temos que deixar ele seguir seu curso”, explicou, numa conversa com Douglas Brinkley, historiador americano.

Sobre a forma como lida com a mortalidade, Bob Dylan, que no mês passado completou 79 anos, afirmou: “Penso muito na morte da raça humana. A longa e estranha jornada do macaco sem pelo. A vida é tão passageira. Por muito forte ou poderoso que seja, todo o ser humano é frágil perante a morte. Penso nisso em termos gerais, não pessoais“.

O novo álbum de Bob Dylan, “Rough & Rowdy Ways”, será lançado na próxima sexta-feira, 19 de junho.

A entrevista ao The New York Times, que foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e traduzida por Pedro Ramos, pode ser conferida na íntegra AQUI.

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