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Sem a reforma, vamos todos virar zumbis e múmias no ‘País dos Afogados’

Chegou a hora e a vez de os militares entrarem nas discussões da reforma da Previdência. Os comandos das Forças Armadas negociam com o governo e o Congresso as maiores concessões possíveis combinadas com as menores perdas possíveis.

Essa ideia – de maiores concessões e menores perdas – é justa e deve valer também para as demais áreas, classes ou categorias.

Importante é que, pelo bem e pela viabilidade da reforma, no limite máximo do razoável, as regras devem ser as mesmas para todos – ou quase todos. Afinal, todos, ou quase todos, realmente têm peculiaridades ou especificidades típicas de carreira.

Uns não têm férias, outros não têm FGTS, esses não têm insalubridade, aqueles não têm periculosidade, ninguém tem aumento e por aí vai…

São características diferenciadas que precisam, sim, ser consideradas. Mas o ideal é que essas diferenciações sejam resolvidas no âmbito da profissão, dentro da carreira.

Ou seja, se tiverem que endurecer com militares, servidores, médicos e professores, por exemplo, o governo e o Congresso também precisam apresentar compensações que possam ser aproveitadas enquanto esses trabalhadores estiverem em atividade.

Resumindo: a questão da inatividade, da aposentadoria, pode até igualar ou quase igualar categorias distintas,
desde que essas categorias sejam, honestamente e efetivamente, compensadas durante a atividade.

Como eu não sou nem militar, nem servidor, nem médico, nem professor, essa é apenas a minha opinião – sem nenhuma presunção de certeza ou de assertividade. Minha convicção – essa, sim – é que a reforma não pode patinar, não pode empacar e não pode morrer na praia.

Caso contrário, vamos virar todos zumbis e múmias do País dos Afogados.