ouça
ao vivo

botão de play

Tocando agora

...

...

Quando se comemora ANTES, o jogo acaba ANTES… e termina mal

Além de Lula e Haddad, outro adversário do Bolsonaro no segundo turno é o clima de “já ganhou” entre os eleitores.

Essa é apenas a minha opinião – opinião de quem acompanha eleições há 36 anos. Para quem acha que minha opinião não tem valor, sugiro pesquisar o que aconteceu, por exemplo, em 1982 e 1986 – isso para citar somente dois casos em que houve viradas surpreendentes com requintes de crueldade sobre os favoritos.

Em 82, ainda no regime militar, Brizola virou governador ignorando todas as expectativas negativas para superar dois fortes candidatos conservadores, que eram os preferidos dos generais.

Eu já vi muitas outras viradas espetaculares, mas a pior delas, em termos de deboche e esculacho, foi em 1986, quando Jânio Quadros derrotou FH, que estava à frente nas pesquisas.

Um dia antes das votações, numa época em que ainda nem existia o PSDB, Fernando Henrique sentou-se na cadeira de prefeito de São Paulo, posando para fotos e imagens de TV, dando como certa sua vitória no domingo – quando, na verdade, foi Jânio quem acabou vencendo.

Na posse, diante de centenas de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos, Jânio usou desinfetante no assento que, segundo ele, fora usado por “nádegas indevidas”.

Daí que, a exemplo do futebol, segundo turno é segundo turno; é que nem final de campeonato: não tem essa de favorito e não tem essa de decisão antecipada… o jogo só acaba quando termina.

Quando se comemora ANTES, o jogo acaba ANTES… e pode terminar mal.