ouça
ao vivo

botão de play

Tocando agora

...

...

Precisamos acabar com a ‘República dos Privilégios’

Como eu dizia ontem, quanto mais evitar ou precipitar polêmicas, melhor para o presidente eleito Jair Bolsonaro. Isso porque, quanto mais cedo e maior a polêmica, mais cedo e maior o desgaste.

O próprio cientista político Paulo Kramer – que ajudou a eleger o Bolsonaro – já alertou que a lua-de-mel com a popularidade é curta… dura “um ano no máximo”. E é verdade: o prazo de validade para qualquer presidente eleito entregar alguma missão cumprida relevante não passa do primeiro ano.

A dica para o Bolsonaro é não repetir nem ficar parecido com o seu arqui-inimigo, o então presidente Lula, que prometeu o “espetáculo do crescimento” em 2003, mas ele só se consolidou em 2005, junto com o “espetáculo do mensalão”. Ou seja, nesse começo, é recomendável “menos falação e mais discrição; menos promessa e mais pressa”.

O foco do novo governo tem que ser o combate à República dos Privilégios, instalada no Brasil – esse pobre país, ainda pobre – que tem direitos demais e deveres de menos, concessões demais e obrigações de menos. Precisamos acabar com os privilégios e internalizar outra mentalidade. Precisamos parar de perguntar se “isso é bom para mim?” e passar a perguntar se “isso é bom para nós, para o país?”

Essa é a essência das ideias de cidadania e civilidade, que constroem as ideias e os ideais de Nação e Patriotismo – Nação e Patriotismo nada têm a ver com nacionalismo e patriotada… nacionalismo e patriotada não passam de cinismo e presepada.