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‘Pega e dispara contra mim. Só VOCÊ pode me matar’

Qualquer cidadão ou qualquer homem público pode ter aversão, rejeição ou desprezo por qualquer veículo de imprensa, ou por todos os veículos de imprensa.

É um direito à opinião, francamente discutível, mas absolutamente democrático e constitucional.

O que nenhum cidadão ou nenhum homem público pode é acorrentar, amordaçar e calar nenhum veículo de imprensa.

Isso porque a imprensa está na essência da democracia assim como a água e o sangue estão na essência do corpo humano e da vida humana.

Quando um cidadão acha que pode agredir uma jornalista, apedrejar um carro de reportagem e dar tiro ou tocar fogo no prédio de uma emissora, esse cidadão vai achar mais tarde que pode agredir você, apedrejar sua família e dar tiro ou tocar fogo na sua casa.

Já quando um homem público acha que pode decidir, ao arrepio da lei, o que deve e o que não deve ser publicado, esse homem público vai achar mais tarde que pode decidir, ao arrepio da lei, quem deve e quem não deve ser preso.

Agora para e pensa… imagina se esse cidadão ou se esse homem público pudesse decidir quem deve e quem não deve MORRER.

Quem iria agora investigar, denunciar ou publicar tamanho abuso antidemocrático e inconstitucional?

Fato é que não existe a democracia perfeita ou a Constituição perfeita, nem a imprensa perfeita… bem como não existe o homem perfeito ou a mulher perfeita, nem a vida perfeita.

Apoiar uma pessoa que atenta contra a liberdade de imprensa, expressão ou opinião é o mesmo que dar a essa pessoa um revólver e dizer pra ela: “Pega e dispara contra mim. Só VOCÊ pode me matar”.