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Para Bolsonaro, o melhor a fazer é fazer diferente

Até aqui o presidente eleito Jair Bolsonaro vem escolhendo nomes aceitáveis para o seu ministério.

A única ressalva que eu faria – e recomendaria – é que, além de selecionar bem seus ministros e presidentes de estatais, o Bolsonaro também deveria se cercar de experientes conselheiros políticos e assessores de imprensa.

Isso porque o presidente eleito está cometendo um pequeno erro de estratégia e de cálculo, que pode lhe custar desgastes precipitados.

Bolsonaro está repetindo o mesmo equívoco do Lula, que em 2002 não desceu do palanque, mesmo depois de já ter vencido.

Nesse caso, o melhor a fazer é fazer diferente: o capitão já se consagrou como presidente eleito, por isso não precisa mais continuar falando como se ainda estivesse em campanha ou comício.

Desde que venceu a eleição, Bolsonaro já disse, desdisse, acelerou e desacelerou uma meia dúzia de vezes.

O problema desse vai-e-volta, principalmente nos temas polêmicos, é simples de explicar: quanto mais o Bolsonaro fala, mais ele aumenta as expectativas da audiência ou da plateia.

Daí que, se os resultados não aparecerem logo, maiores serão as frustrações dessas expectativas.

Quanto maiores as frustrações, maiores e mais cedo virão os desgastes.

Quanto mais cedo os desgastes, menos tempo haverá para implementar os desafios e as demandas mais urgentes.

Enfim, quem dá as ordens agora é o capitão. Basta esperar a posse, tomar posse… e deixar o blablablá e o mimimi para quem perdeu a eleição.