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O trator nas costas do ‘presidente’ e o elefante no colo do ‘governo’

A vitória de Bolsonaro foi construída em cima do discurso da probidade, moralidade, integridade, honestidade etc.

A demissão do ministro Gustavo Bebianno tirou um trator das costas do “presidente” Bolsonaro. Mas botou um elefante no colo do “governo” Bolsonaro.

Bebianno foi alvo de uma reportagem da Folha S.Paulo, apontado como mentor de fraudes eleitorais no PSL. Em vez de se explicar, disse ter o apoio do presidente, insinuando que Bolsonaro não estaria incomodado com o primeiro escândalo no primeiro escalão do governo. O ministro foi chamado de “mentiroso” pelo presidente e pelo filho dele, Carlos Bolsonaro.

Não tinha como ser diferente! Bolsonaro não podia manter dentro do Palácio do Planalto alguém que será investigado por criar candidatos laranjas, caixa 2 de campanha ou coisa parecida.

A vitória de Bolsonaro foi construída em cima do discurso da probidade, moralidade, integridade, honestidade etc. Esse discurso iria pelo ralo se Bebianno continuasse na tropa de choque que derrotou o lulopetismo.

Além disso, Bebianno não combinaria com a nova decoração jurídica (mudando sala, quarto, cozinha e banheiro) que o ministro Sergio Moro acaba de propor ao Congresso. Entre as 14 medidas do Moro, que visam endurecer leis, regras e normas de segurança pública ou combate à corrupção, algumas delas buscam justamente criminalizar caixa 2 e laranjas eleitorais. Nesse caso, seria esquizofrênico ter juntos no mesmo time o Bebianno e o Moro.

Assim – espero – fica explicado por que o “presidente” tirou um trator das costas. Mais tarde, na 2ª Edição do Painel, eu explico por que o “governo” botou um elefante no colo.