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O Brasil não tem ‘capitalismo selvagem’… tem ‘capitalismo de compadrio’

 

Fala-se muito no Brasil, com algum exagero, contra o “capitalismo selvagem”. No entanto, a verdade é que o Brasil, com algum exagero, nunca experimentou sequer o “capitalismo dócil, manso ou adestrado”.

O capitalismo que se pratica em território nacional, desde a chegada das caravelas, é o “capitalismo de compadrio”, que mais recentemente virou o “capitalismo de companheiros”.

Tanto o “capitalismo de compadrio” quanto o “capitalismo de companheiros” só funcionam na base do “capitalismo da corrupção”.

Esse “capitalismo da corrupção” existe no mundo inteiro, porém, só no Brasil ele consegue se transmutar em “capitalismo da impunidade”.

Por isso, por aqui, não se pode ainda criticar o tal “capitalismo selvagem” – não porque ele não seja selvagem, mas porque esse nível de capitalismo feroz a gente nunca teve.

Para o ministro da Economia, Paulo Guedes, nós também não despertamos as forças de mercado. “O Brasil é um gigante acorrentado. Um país amarrado por todos os lados”.

Ele lembra que “somos mais de 200 milhões de brasileiros atendidos por apenas quatro empreiteiras, quatro bancos e uma produtora-distribuidora de gás”.

Por isso temos “preços caros, setores cartelizados e uma enxurrada de impostos”. Isso é selvagem. Mas não é capitalismo.

Enfim, se é para ser selvagem… que pelo menos seja capitalismo.