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No Brasil, o passado é sempre esquecido, e o futuro nunca chega. Uma escolha da inveja…

“No Brasil, o passado é sempre esquecido, e o futuro nunca chega. Daí que gerações e gerações começam e recomeçam do zero. Não receber o conhecimento das gerações anteriores é uma escolha da inveja. ”

Esse é um belo trecho do livro “O País dos bem-te-vis“, da escritora Noemi Gomes do Rêgo Coelho, lançado ontem no Rio.

Trata-se de um ensaio sobre a inveja no conjunto dos hábitos e costumes dos brasileiros. Ou seja, trata-se de nossas raízes, tradições e histórias nacionais.

O livro aponta o extenso alcance da inveja no Brasil contemporâneo, cabendo como uma luva no atual momento político em que vivemos. Ele traz definições nuas e cruas sobre a inveja e suas características, como o ódio, a ma-fé, a maledicência e a intolerância sempre disposta a destruir o que é diferente.

“O País dos bem-te-vis” propõe reflexões e provocações interessantes que relacionam a inveja ao medo, ao conformismo, à inversão de valores e à negação das nossas próprias responsabilidades.

Por falar em “nossas responsabilidades”, taí uma dica pra todo mundo que lamenta a situação de penúria das livrarias Saraiva, Cultura e outras tantas. Sim porque, se todo mundo que eu vejo lamentar o fechamento de uma livraria tivesse comprado um livro, nem a Saraiva e nem a Cultura estariam em dificuldades.

Daí que “O País dos bem-te-vis”, da Letra Capital Editora, oferece uma chance pra quem quiser se redimir.

Ele foi escrito pela Noemi Coelho… Mas bem que poderia ter sido escrito por mim. Sem nenhuma inveja, claro!