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Ninguém melhor que os próprios políticos para decretar que ‘o Rio é uma esculhambação’

 

Políticos ruins não merecem um marketing bom.

Eu penso nisso sempre que vejo autoridades se gabarem de que o Rio é uma Cidade Maravilhosa.

Políticos e autoridades parecem acreditar que, como a Cidade é Maravilhosa, não é necessário fazer nada para evitar que ela vire uma Cidade Jocosa, Ardilosa, Perigosa e Vergonhosa.

Vivemos uma sucessão de prefeitos e governadores inoperantes, sem compromisso com eficiência ou responsabilidade administrativa.

Por isso, o Rio é hoje uma “cidade ainda mais partida” do que aquela do livro do Zuenir Ventura, lançado 25 anos atrás.

De um lado, temos agora um cemitério de lojas comerciais fechadas – ao ritmo de mil portas arriadas por ano. Do outro, temos um paraíso para sequestradores, estupradores, traficantes, assaltantes e milicianos – ao ritmo de mil mortes por ano.

Entre o cemitério dedicado aos lojistas e o paraíso erguido aos criminosos, temos os tais políticos e as tais autoridades – com suas agendas cheias de ambições eleitorais e suas cabeças vazias de soluções estratégicas.

Daí que os cariocas e os fluminenses precisam dar um basta aos homens públicos que representam a pior das facções – aquela que asfixia empresários, despreza trabalhadores, massacra contribuintes, desidrata consumidores e prejudica chefes de família.

Ninguém deve duvidar de políticos que dizem que o Rio é uma “esculhambação total”.

Principalmente quando esses políticos fazem diagnósticos à imagem e semelhança de sua própria desqualificação total, de sua própria incompetência total e de sua própria demência total.