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Nem direita, nem esquerda! Afinal, é perto dos extremos que fica o abismo

 

As polarizações políticas ou as radicalizações políticas ameaçam muito mais as liberdades do que as ditaduras – sejam as ditaduras de direita, de esquerda, militares ou civis.

Esse é um dos alertas mais importantes do livro ‘Como as democracias morrem’, do americano Steven Levitsky.

Eu concordo e acrescento que, de fato, no Rio, no Brasil e no mundo, ficou provado que o fundamentalismo de direita ou o fanatismo de esquerda não são saudáveis para as liberdades, diversidades e adversidades democráticas.

Por mais tirano que seja, um ditador acaba unindo e agregando ideias, rivais ou inimigos contra ele – isso em defesa da democracia. Já os extremismos políticos só fazem intimidar e entorpecer as pessoas que não querem… nem uma coisa nem outra.

Os radicais, de ponta a ponta, parecem se odiar, mas também parecem nem perceber que usam as mesmas táticas, visando deteriorar as instituições e aparelhar os setores públicos.

Só que agora, em vez de tanques e fuzis, as seitas de direita ou as facções de esquerda preferem implodir a democracia por meio de referendos, plebiscitos e fraudes processuais ou eleitorais. A ordem, ou a desordem, é desintegrar e desagregar.

A polarização e seus radicalismos fazem lembrar uma piada muito contada por economistas ou matemáticos. Diz o seguinte: “Investir nos extremos é como botar os pés num freezer e botar a cabeça num forno. Na média, você vai estar morto”.

Justamente para não morrer e para não matar a democracia, os brasileiros que ainda não estão emburrecidos – nem pelo falso conservadorismo, nem pelo falso progressismo – precisam repensar seus votos e buscar alternativas longe dos extremos… porque é perto dos extremos que fica o abismo.