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Nem de longe a reforma da Previdência terá o mesmo impacto imediato do Plano Real…

 

O Plano Real, que livrou o Brasil da hiperinflação, acaba de completar 25 anos. Trata-se de longevidade e estabilidade raras na história econômica do país.

Graças ao real, os brasileiros nunca mais tiveram que enfrentar explosões de preços, que subiam 3 mil por cento ao ano – contra apenas 4 ou 5 por cento hoje.

Lembro, como se fosse ontem, que muitos valores eram mudados de uma hora para outra ou de um minuto para o outro. Nos supermercados, os clientes corriam para pegar produtos antes que os funcionários passassem neles aquelas maquininhas remarcadoras. Nos postos de gasolina, por causa das filas imensas, todos os bairros pareciam o entorno do Maracanã em dia de final de campeonato.

Na data de 1º de julho de 1994, uma sexta-feira, o programa de índio de quase todos os brasileiros foi procurar os caixas eletrônicos dos bancos 24 horas para sacar as novas cédulas.

O Plano Real veio como um resgate, como a salvação nacional de um país financeiramente encarcerado e asfixiado. A gente vivia num pinel, num manicômio hiperinflacionário… De repente, fez-se a luz e o ar ficou respirável.

A moeda nasceu forte! Abriu os mares vermelhos de índices vermelhos, balanços vermelhos, resultados vermelhos… Houve corte de gastos, recuperação de receitas, austeridade nos municípios, estados e União, além de saneamentos, ajustes e vendas de bancos, bem como concessões ou privatizações.

O mais engenhoso plano de estabilidade parecia algo tão impossível como acabar com a corrupção. O real tirou a economia brasileira do século 17, dos tempos sem energia elétrica, dos anos do cinema mudo e da era da TV de válvula.

Nem de longe a reforma da Previdência terá o mesmo impacto imediato… Mas é curioso que os mesmos inimigos do Plano Real, à época, sejam os mesmos inimigos da Reformada Previdência, hoje.