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Nem de longe a conversa vazada entre Moro e Dallagnol caracteriza crime de lesa-pátria

 

Nem de longe a conversa vazada entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol caracteriza crime de lesa-pátria. Nada parecido com desvio de dinheiro das estatais ou assalto oficial aos cofres públicos.

Fora a versão adulterada que já circula nas redes sociais, a verdadeira conversa entre eles só tem o pecado da vaidade pública e o vacilo do descuido privado.

Qualquer estagiário de Direito sabe que juízes e procuradores conversam sobre processos. Ou seja, no limite da responsabilidade, juízes e procuradores podem e devem atuar em conjunto para socorrer os mocinhos e prender os bandidos.

Agora, querer tirar proveito de um episódio desse (frágil, isolado, inconsistente) para atacar toda a Lava Jato… aí é caso de má-fé pública, leviandade política, desonestidade ideológica e oportunismo generalizado.

Ainda que fosse um caso grave (o que não foi) um deslize do Moro ou do Dallagnol não é motivo para anular a maior operação de caça aos corruptos do país. Assim como um cartão vermelho, dado a dois jogadores de futebol, não é motivo para anular uma partida inteira.

Isso, sem contar o fato de a Lava Jato já ter provado ser uma operação suprapartidária, que vai do PT ao PSDB, passando pelo PP e o PMDB.

Enfim, o que não cabe é tentar transformar o atual ministro e o procurador em “garotos-propaganda” da falsa honestidade de políticos ladrões, devidamente condenados, em todas as instâncias.

Afinal, todo mundo sabe que, atrás das grades, bandido que preza sempre alega inocência.