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Não é o fim do mundo, nem é o fim do Brasil

Foi a eleição do candidato que não tinha um grande partido contra o grande partido que não tinha um grande candidato – ou o grande partido que tinha um grande candidato, mas na cadeia.

Foi a eleição em que a maioria absoluta não votou para o Bolsonaro ganhar… votou para o Lula perder.

Foi a eleição que marcou a maior derrota do PT desde 1998, há 20 anos.

Foi a eleição em que o PT teve menos votos que o PSL em mais de 400 de seus antigos redutos ou currais.

Foi a eleição em que o PT foi criticado até por aliados – como o Cid Gomes, falando em nome do “mano” Ciro, e como o Mano Brown, falando e nome do “mano” da periferia.

Enfim, foi a eleição que vai obrigar o PT, o Lula, o Dirceu, a Dilma e todos os companheiros a refletirem sobre o tamanho do fracasso.

Não é o fim do mundo, nem é o fim do Brasil. É só o início de uma nova era… e é natural que o início de uma era traga novos temores, apreensões e preocupações. Mas o início de uma nova era também pode ser o início de novas expectativas, esperanças e posturas.

Daqui pra frente, não caberá mais acusar o Bolsonaro de ser um presidente “antidemocrático” e, ao mesmo tempo, não aceitar o fato de que ele é o presidente de forma “democrática”.

Pior do que não aceitar uma derrota legal e legítima é tentar estigmatizar o vencedor como “monstro” e tentar reduzir seus eleitores a um bando de fascistas.

Desqualificar os vencedores é uma das chagas e pragas que FRAGILIZAM a democracia.

Daí que é hora de o Bolsonaro baixar seus discursos armados e é hora de os desafetos baixarem seus espíritos armados.

O fato é que, a partir de janeiro, Bolsonaro será o PRESIDENTE – presidente dos que o amam e dos que o odeiam, dos petistas e dos não petistas, dos brancos e dos nulos.

Ninguém precisar gostar do resultado das urnas… todos só precisamos respeitar o resultado da democracia.