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‘Não é o Brasil que está contra a reforma da Previdência… É Brasília’, diz Paulo Guedes

 

Em entrevista à revista Veja desta semana o ministro da Economia, Paulo Guedes, emplaca a manchete ‘PREVIDÊNCIA OU MORTE’.

Quem me acompanha aqui (há 9, 7, 5 ou 3 anos) já me ouviu alertar várias vezes que “o Brasil precisa da reforma da Previdência porque a alternativa é a morte”.

Digo isso porque eu conheço, um pouco, alguns números das contas públicas que justificam esse ultimato. E o ministro diz a mesma coisa porque ele conhece, muito, todos os números das contas públicas que justificam esse ultimato.

Independente de se conhecer pouco ou muito os números, o que a sociedade brasileira precisa entender sobre a Previdência é o seguinte:

A reforma da Previdência não trata de reduzir os minibenefícios de quem já ganha pouco. A reforma da Previdência trata de reduzir os superbenefícios de quem já ganha muito, de quem já ganha demais – e já ganha muito ou já ganha demais às custas de regras, normas, portarias e sentenças escritas em gabinetes ou tribunais ao arrepio da lei.

É essa gente – que já ganha aposentadorias turbinadas ou superfaturadas – que é contra a reforma da Previdência. Quem ganha mal vai continuar ganhando mal… essa é a verdade… e por isso não há motivo pra ter medo.

O que assistimos não são debates maduros ou honestos sobre a conveniência ou não das mudanças. O que assistimos são disputas ferozes atiçadas por setores ou segmentos que sabotam as mudanças.

Paulo Guedes também nos informa que “Não é o Brasil que está contra a reforma da Previdência… É Brasília que está contra a reforma da Previdência”.

Considerando tudo de ruim que Brasília já produziu, eu acho que o Brasil não tem por que duvidar do ministro.