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Na alíquota da fanfarronice, a ‘caridade-ostentação’ dos bilionários americanos

 

Um grupo de bilionários está promovendo nos EUA o que eu chamo de “caridade-ostentação”.

Os homens lançaram um manifesto se dizendo interessados em pagar “mais impostos”.

Eles juram acreditar que isso ajudaria a reduzir por lá as desigualdades entre ricos e pobres.

À primeira vista, gente rica querendo ajudar gente pobre parece uma coisa muito bacana.

Minha única preocupação é que, em qualquer lugar do mundo, existem mais benefícios sociais quando você joga dinheiro pela janela do que quando você paga impostos.

Claro que não há pecado algum se os tais bilionários admitem um “autotributaço” para ajudar terceiros.

No entanto, também é claro que eles fariam muito melhor se usassem suas fortunas para investir diretamente em projetos “mais humanos”, em vez de mais impostos, como: mais escolas, mais hospitais, mais asilos, mais creches, mais orfanatos, além de restaurantes para famintos, loteamentos para desabrigados e legalização simplificada para imigrantes.

Repara que eu citei aqui meia dúzia de ações sociais pelas quais o presidente Donald Trump não tem nenhum apreço ou afeto.

Daí que fica a minha pergunta: por que bilionários americanos estariam dispostos a transferir “mais dinheiro” para os cofres do governo, mesmo sabendo que o governo poderia gastar “mais dinheiro” na construção de “mais muros”, por exemplo… muros da discórdia, muros da vergonha, muros da intolerância.

Aparentemente, a “caridade-ostentação” dos bilionários americanos só quer pagar “mais impostos” na alíquota da fanfarronice e na alíquota da demagogia.

Enfim, não dá pra acreditar na sinceridade de quem planeja desviar dinheiro privado para os cofres públicos.