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Míriam Leitão enfrenta agora a intolerância dos rivais do petismo (e eles juram que são diferentes)

 

A jornalista Miriam Leitão foi cortada da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Lá, Jair Bolsonaro obteve mais de 80 por cento dos votos para a presidência.

A notícia do boicote à Miriam é surpreendente, assustadora e estranha, por vários motivos.

A mim chamou a atenção o fato de a cidade estar, ao mesmo tempo, aparentemente interessada numa coisa boa, que é a literatura, e evidentemente focada numa coisa ruim, que é a intolerância.

No passado recente, Miriam chegou a ser encurralada e hostilizada num avião por petistas que não suportavam as críticas dela aos governos Lula e Dilma.

Hoje, a mesma profissional é alvo de protestos de pessoas que também não suportam as críticas dela ao governo Bolsonaro.

Daí que, agindo da mesma maneira CONTRA a mesma jornalista, os dois lados estão confessando aquilo que eu já disse neste Painel:

“Os maiores elogios ou reconhecimento a um jornalista não são apenas prêmios; são também insultos… insultos disparados de rivais que dizem discordar em quase tudo, mesmo quando são parecidos em quase tudo”.

Por ora, deixo aqui minha manifestação de solidariedade, respeito e apreço à Míriam Leitão.

Eu não conheço a Míriam, nem sempre concordo com o que ela escreve, assim como ela não deve, nem precisa, concordar com tudo o que eu falo.

Fato é que vivemos uma democracia, e uma democracia precisa de diálogo, liberdade, pluralidade e diversidade de ideias.

Uma democracia precisa de aceitação ao outro e de tolerância até com o que nós não concordamos.