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Mais uma mistura de circo, novela, botequim, arquibancada e programa de auditório

O Brasil inteiro está discutindo liberdade de imprensa, expressão e opinião. E isso é muito bom.

Começou com o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que mandou tirar do ar uma reportagem dos sites da revista “Crusoé” e do “Antagonista”. A reportagem mencionava documento da Lava Jato em que Marcelo Odebrecht cita o presidente do Supremo, Dias Toffoli, como “amigo do amigo do meu pai”.

Toffoli e Moraes consideraram a matéria abusiva. Coube a Moraes dar uma canelada… digo… uma canetada nos veículos, jurando por todos os seus fios de cabelo que aquilo não era censura.

Incomodada com a “censura que não era censura”, a procuradora-geral, Raquel Dodge, pediu o arquivamento de uma investigação de ofensas contra o STF. Moraes rejeitou o pedido de Raquel, considerando que a investigação é, sim, lícita e constitucional.

Ou seja, mais uma mistura de circo, novela, botequim, arquibancada e programa de auditório.

O curioso é que os riscos, os perigos ou as ameaças não vieram do presidente Bolsonaro – ele que é sempre apontado como o maior risco, perigo ou ameaça às liberdades.

Fato é que alguns ministros do STF patrocinaram uma tremenda confusão e armaram um palanque para até o Bolsonaro sair em defesa de jornalistas. Os ministros conseguiram colocar do mesmo lado o presidente, a Globo, a Folha, a Veja, a OAB, outros colegas do próprio Tribunal e toda a opinião pública em geral.

Deve ser alguma estratégia jurídica, que só poucas mentes brilhantes do STF são capazes de entender.

Data vênia, eu confesso aqui a minha ignorância e vou me divertindo com o Bolsonaro dando ao Supremo lições de democracia e constitucionalidade.