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Mais uma história de como a política presta péssimas contas à economia

O ministro do Meio Ambiente não está satisfeito com a governança do Fundo Amazônia. Ricardo Salles acha que precisa mudar as regras de operação do Fundo Amazônia. O doutor crê que pode dar melhor destinação aos recursos do Fundo Amazônia.

O problema da insatisfação, do achismo e da crença do ministro é que o Fundo Amazônia não tem desvio de governança, nem de funcionamento, nem de finalidade.

Não sou eu que estou dizendo isso… Quem está desmentindo o doutor é a própria gestão do Fundo Amazônia, que, por lei, cabe ao BNDES.

Na condição de gestor, o BNDES executa as diretrizes e os critérios estabelecidos pelo Comitê Orientador, o COFA – o COFA é formado por representantes do próprio Governo Federal, dos governos estaduais da Amazônia Legal e da sociedade civil.

Há 10 anos o Fundo Amazônia vem financiando pesquisas e projetos de geração de emprego e renda na floresta mais cobiçada do mundo. Tudo, tudo, tudo, cada centavo, é fiscalizado e auditado pelo governo da Noruega e da Alemanha, que são os principais doadores dos recursos.

Aqui no Brasil, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União jamais constataram irregularidade no Fundo Amazônia.

Ou seja, além de estar submetido a regras de compliance tradicionais do próprio BNDES, o Fundo Amazônia é totalmente escrutinado por órgãos de controle do Brasil e dos países patrocinadores, que chegam a elogiar por escrito a transparência do banco.

Em nota oficial, o governo da Noruega afirmou estar [abre aspas] “satisfeito com a robusta estrutura de governança do Fundo Amazônia e com os significativos resultados que as entidades apoiadas pelo Fundo alcançaram nos últimos 10 anos” [fecha aspas].

Daí que o único ser humano que parece não estar feliz, coitado, é o doutor Salles.

Resumindo: essa é mais uma história de como o atual governo vai se aperfeiçoando na autossabotagem, por meio da perigosa estratégia que eu chamo de “desinformação privilegiada”.

Eu não sou amigo de infância da gestora afastada Daniela Baccas, mas deixo aqui meus parabéns pela “robusta aprovação” que ela acaba de receber do governo da Noruega.