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Lava Jato: O Brasil vai precisar de todos os homens decentes para impedir a vitória da desonestidade

 

A sucessão de erros e equívocos de alguns ministros do STF chega a causar espanto até em mesas de botequim. Não é por acaso que o brasileiro comum já sabe os nomes dos 11 juízes do Supremo – isso, quando muitas vezes ele nem sabe escalar os 11 jogadores do seu próprio time de futebol.

O problema é que alguns ministros do STF ficaram famosos pelos motivos errados: os erros gritam na cara dos leigos, os equívocos berram nos ouvidos dos ignorantes.

A novidade agora é que um ministro do STF, justamente o Tribunal Guardião da Constituição, acha que até “provas ilegais” são aceitáveis para julgar denúncias vazias.

No caso, as supostas provas são evidentemente ilegais porque foram obtidas de forma ilícita. Não sou eu que estou dizendo isso. É o artigo 154-A do Código Penal que se refere ao “crime de invasão de dispositivo informático”.

Além do mais, felizmente, alguns ministros também ficaram famosos pelos motivos certos:

Luís Roberto Barroso declarou não entender a “euforia” dos corruptos e acrescentou o seguinte…

Abre aspas:

“A corrupção existiu… Todo mundo sabe que, no caso da Lava Jato, as diretorias da Petrobras foram loteadas, entre partidos, com metas percentuais de desvios. Fato demonstrado, tem confissão, tem colaboração premiada, tem devolução de dinheiro público, tem balanço da Petrobras, tem acordo que a estatal teve que fazer nos EUA”.

Fecha aspas.

Ainda, segundo Barroso: “A única coisa que se sabe ao certo, até agora, é que as conversas foram obtidas mediante ação criminosa”.

Outro fato, segundo eu mesmo, é que a Lava Jato está sob forte ataque especulativo. Daí que o Brasil vai precisar de todos os homens decentes para impedir a vitória da desonestidade.