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Fracassar não é uma opção

Não há mais dúvida de que a equipe econômica do governo Bolsonaro terá mesmo perfil predominantemente liberal. Isso significa que a agenda financeira será baseada em equilíbrio nas contas públicas, controle da inflação, menos intervenções e mais privatizações.

Antes de tudo, o novo presidente e o novo ministro vão precisar de uma estratégia de diálogo e convencimento no Congresso Nacional. É lá que o eleito sempre descobre que um presidente pode muito, mas não pode tudo. Isso porque, no setor público, a gente não faz o que a gente quer, a gente faz o que a gente pode.

Muitas medidas são polêmicas, algumas são impopulares e outras são polêmicas e impopulares ao mesmo tempo.

No entendimento dos investidores, o time econômico tem tudo para realizar um bom trabalho. O que falta ao time econômico é combinar com o time político, ou seja, “combinar com os russos”, que formam a Câmara e o Senado. Essa combinação precisa de um negociador ou articulador parlamentar também eficiente e afinado com a cartilha liberal.Tal sintonia entre a equipe econômica e a área política vai exigir uma comunicação transparente e competente, capaz de se fazer entender dentro do Congresso e dentro dos lares brasileiros.

Como já disse um futuro ministro: “Esse troço tem que funcionar”. Mas, se será bom ou ruim”, se dará certo ou errado, só o tempo dirá.

O problema é que o Brasil não tem mais tempo… fracassar é um luxo que ninguém pode se dar… fracassar não é uma opção.