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Ficar rico jogando dinheiro em pirâmide é tão impossível como ficar rico jogando dinheiro pela janela ou pelo ralo

 

Eu terminei o comentário de ontem afirmando que golpes financeiros só são possíveis porque, por dinheiro, até pessoas espertas fazem coisas estúpidas.

Uma dessas coisas estúpidas é a mania de acreditar e entrar em pirâmides. A mais recente das pirâmides acaba de levar pra cadeia o estelionatário Marcel Mafra Bicalho.

Segundo a polícia, o sujeito movimentou quase um 1 bilhão de reais convencendo pessoas de que o milagre da multiplicação “diária” do dinheiro pode ser alcançado investindo em “bitcoin”, a já famosa criptomoeda.

Daí que eu repito aqui o que escrevi no meu livro “Faça as Pazes com o Dinheiro“, lançado em 2015.

Ficar rico jogando dinheiro em pirâmide é tão impossível como ficar rico jogando dinheiro pela janela ou pelo ralo.

Essa fraude usa atalhos e otários em busca de grana fácil e rápida, sob promessa de altos ganhos no curto prazo, sem burocracia, sem exigência de documentação, sem vínculos trabalhistas, sem obrigações tributárias – e, no fim das contas, sem grana fácil e nem rápida.

Não é difícil identificar essa armadilha. Os esquemas não oferecem informações transparentes ou registros oficiais sobre as “empresas” e os “produtos”. Falam em “ganhos ilimitados”, forjam “lucros exorbitantes”, mas o dinheiro não aparece. Alega-se que, para faturar uma “boa renda”, o milagre depende do recrutamento de novos associados ou parceiros.

A apresentação da “oportunidade” é feita de forma vaga, mas “convincente” – cheia de depoimentos sobre “experiências” e testemunhos de “sucessos”.

Enfim, tudo sob medida para quem acredita que dinheiro cai do céu, vem com o vento, dá em árvore, brota do chão e escorre pela rua.