Eu não vou me deter nos detalhes da reforma da Previdência

As propostas oficiais de reforma da Previdência levadas ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro são duras, corajosas e necessárias.

As novas regras, as mudanças, as alternativas e as possibilidades estão hoje em todos os noticiários – inclusive no nosso aqui, da JBFM, produzido pela eficiente Aline Gonçalves, pelo competente Antonio Ribeiro e pelo talentoso Chico Alexandre (o cara que, no século passado, foi quem me ensinou a escrever).

Portanto, eu não vou me deter nos detalhes cruéis, sórdidos e refinados das propostas do governo.

Basta repetir que se trata de um esforço inevitável, inadiável e inarredável, visando resolver uma combinação absurda de injustiça social, desigualdade de renda, concentração de riqueza e exploração dos mais pobres sobre os mais ricos, além de exploração dos mais bem informados sobre os muito bem desinformados.

A quem discorda, eu sugiro que não vá se queixar ao bispo… Vá se queixar ao Sarney, ao Collor, ao FH, ao Lula, à Dilma e ao Temer.

Todos esses seis ex-presidentes, ainda vivos, são responsáveis pelo fato de a reforma da Previdência ter chegado ao ponto de se tornar uma urgência, um botão de pânico, principalmente para os brasileiros mais desprotegidos.

Deve-se à omissão de uns, à malícia de outros e à preguiça dos demais a situação caótica, de pré-colapso, a que chegamos. Uma situação em que: ou pulamos na reforma, mesmo sem rede de proteção, ou saltamos no abismo, mesmo sem pára-quedas.