Entenda por que Paulo Hartung merece elogios e aplausos

Num país onde xingar políticos é um esporte nacional e onde a responsabilidade fiscal virou um desafio de vida ou morte, vale a pena entender por que o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung merece elogios e aplausos.

Eu já falei do Paulo Hartung aqui, no dia 26 de setembro de 2018. Antes e depois, por mérito próprio, ele foi destaque em rádios, TVs, revistas, jornais e portais.

Hartung se tornou respeitado porque provou ser uma ave rara com moral para falar sobre qualquer assunto – principalmente sobre gestão.

Sua maior façanha foi ter saneado financeiramente o Espírito Santo, o único estado do país a receber do Tesouro Nacional nota máxima em equilíbrio das contas públicas.

O então governador administrou os cofres com pulso, coragem e determinação, inclusive quando enfrentou uma greve covarde de PMs, que exigiam tratamento especial e diferenciado dos demais capixabas.

O problema é que Hartung escolheu não mais se candidatar e, consequentemente, não mais se reeleger. Fez isso a favor do saudável rodízio de poder no saudável sistema democrático.

Reza a lenda que ele virou conselheiro de governos estaduais e de empresas privadas – bom pra elas que só têm a ganhar com sua preciosa contribuição.

Fato é que o homem que tirou o Espírito Santo do inferno das falências e nunca se divorciou da responsabilidade fiscal está por aí “politicamente solteiro”.

Hartung optou por ficar um tempo sem partido – daí que, sem ou com partido, tomara que em 2022 ele venha se tornar um bom partido.

Principalmente, se até lá, a direita e a esquerda ainda estiverem segurando o cabo de guerra que “fanáticos do dois lados” se recusam a largar.