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Entenda por que os problemas da Previdência não são só de gestão

Pela manhã, eu expliquei que a reforma da Previdência não é uma questão de política, ideologia ou superstição; é uma questão de matemática, de contabilidade. E prometi para esta 2ª Edição explicar por que os problemas também não são só de gestão.

Por ano, 25 milhões de pessoas recebem benefícios, com um DÉFICIT já em torno de 200 bilhões de reais. Enquanto 2 milhões de servidores recebem benefícios, com um DÉFICIT já em torno dos 100 bilhões de reais.

Ou seja: temos um ROMBO de 200 bilhões no regime geral do INSS (referente ao setor privado), e já temos um ROMBO de 100 bilhões nos regimes próprios do funcionalismo público.

Um macro universo de 25 milhões de pessoas recebe de 1 a 5 salários mínimos, enquanto um micro universo de 2 milhões de servidores recebe 5, 10 ou 15 vezes mais – na faixa de 10 ou 15 vezes mais estão incluídos benefícios abusivos garantidos por decisões judiciais duvidosas.

Assim, temos MAIS GENTE recebendo BEM MENOS, e MENOS GENTE recebendo MUITO MAIS. Os que recebem MAIS se aposentam muito ANTES, e os que recebem MENOS se aposentam muito DEPOIS.

Para ser mais exato, são os que recebem MENOS que se aposentam muito DEPOIS dos 65 anos – 65 que é a idade mínima rejeitada principalmente por aqueles que se aposentam muito ANTES, antes, inclusive dos 60.

Daí que não é apenas com gestão que se resolve essa injustiça social, essa desigualdade de renda, essa concentração de riqueza. O que resolve essa injustiça social, essa desigualdade de renda, essa concentração de riqueza, é uma reforma da Previdência.

A reforma da Previdência pode até parecer uma ideia ruim, mas até agora ninguém apareceu com uma ideia melhor.