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Em Brasília, há aqueles que não sabem o que é ter dívida e aqueles que não sabem o que é ter mãe

 

Em Brasília, as aparências não enganam.

A Capital Federal irradia charlatanismo político e curandeirismo econômico.

Tanto o charlatanismo quanto o curandeirismo já fizeram muito mal ao Brasil no passado.

Daí que o charlatanismo continua forte, mas o curandeirismo parece enfraquecido.

No lugar do curandeirismo, em baixa, o Brasil está tendo que experimentar o liberalismo, em alta.

O problema é que o liberalismo econômico não se dá bem com o charlatanismo político, nem em alta, nem em baixa, nem em hipótese alguma.

O liberalismo traz embutidas a dureza, a verdade, a franqueza e a honestidade ao lidar com coisas públicas ou assuntos públicos.

Esse princípio, porém, não funciona quando os privilegiados não querem lidar com a dureza ou a verdade, e quando os políticos não sabem lidar com a franqueza ou a honestidade.

Enquanto isso, mais de 13 milhões seguem no desemprego, 7 milhões seguem no desespero e uns 4 milhões seguem no desalento.

Essa pobre gente vai adiando projetos, planos e sonhos, fazendo o ajuste fiscal, doméstico e orçamentário possível nas suas vidas.

O objetivo dos desempregados e desesperados é não cair na falência múltipla do poder de compra e, sempre que possível, HONRAR palavras e dívidas, como quem HONRA pai e mãe.

Enfim, essas coisas que muitos políticos são incapazes de compreender – principalmente aqueles que não sabem o que é ter dívidas ou aqueles que não sabem o que é ter mãe.