Discurso em Davos ficou no ‘empate técnico’

O discurso do presidente Jair Bolsonaro, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, me deu a impressão de ter ficado num “empate técnico”.

O pronunciamento foi raso em termos de política externa e meio ambiente, mas foi objetivo e efetivo em termos econômicos.

Como não podia deixar de ser, o discurso foi cautelosamente direcionado para agradar os investidores estrangeiros.

Respeitar contratos, promover reformas, acelerar privatizações, diminuir a carga tributária, equilibrar as contas públicas, trabalhar pela estabilidade ou sustentabilidade macroeconômica e colocar o Brasil no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios.

Essas e outras diretrizes – como investir em segurança pública e proteger a propriedade privada – já eram conhecidas no pacote de promessas da campanha eleitoral.

A novidade agora é que se tornaram compromissos de agenda internacional, tendo o mundo inteiro como testemunha.

Significa que Bolsonaro dobrou sua aposta em não vacilar e dobrou sua responsabilidade em não errar.

De quebra, o presidente brasileiro conseguiu mais uma façanha. O ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2013, Robert Shiller, deu entrevistas dizendo ter “medo”do Bolsonaro – e, por conta disso, ele, Shiller, pretende “ficar longe do Brasil”.

Quem leu o meu livro “Faça as Pazes com o Dinheiro” vai se lembrar que tem lá um capítulo com o seguinte título: “O NOBEL DE ECONOMIA NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO”.

Ou seja, não é de hoje que, na minha opinião, a Fundação sueca premiou um idiota – Robert Shiller fará um favor ficando longe de nós.