Da governabilidade, não podemos prescindir. Das reformas, não podemos escapar

Como eu venho dizendo, os novos deputados e senadores no Congresso não significam garantia de novas mentalidades políticas ou novas responsabilidades econômicas.

Mas a eleição das presidências na Câmara e no Senado caíram feito uma luva para os interesses do governo, para os interesses da economia e, claro, para os interesses da sociedade.

Rodrigo Maia, agora no comando da Câmara pela terceira vez, já demonstrou disposição de colaborar com o avanço das mudanças e medidas necessárias ao país.

O deputado não é, nem nunca foi, um governista incondicional, mas tem histórico de negociador hábil e versátil, capaz de agradar a diferentes bancadas ou tendências, que vão do PT, MDB e PSDB, passando pelo Centrão, que reúne políticos para todos os gostos e desgostos.

Já Davi Alcolumbre, no comando do Senado, é uma surpresa vinda do chamado baixo clero do Congresso, que, com apoio do alto escalão do Executivo, conseguiu derrotar o incrível e incansável Renan Calheiros.

Com Maia, com Alcolumbre e sem Renan, o presidente Bolsonaro tem agora a faca, o queijo e a goiabada para garantir duas coisas fundamentais: a governabilidade, que o Brasil tanto precisa, e as reformas, que o Brasil tanto teme.

Da governabilidade, não podemos prescindir. Das reformas, não podemos escapar.