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Bolsonaro não pode Esquecer ‘o homem esquecido’

Fica muito difícil construir diálogo e consenso, quando os Três Poderes da República não se entendem.

Há confronto no Judiciário, envolvendo o STF e a Lava Jato. E há confronto entre o Executivo e o Legislativo, envolvendo ninguém menos que o presidente da República e o presidente da Câmara.

Esses desentendimentos ocorrem porque estão prevalecendo no cenário brasiliense coisas das quais o resto do país não precisa; coisas como despreparo administrativo, vaidade jurídica, oportunismo político, revanchismo eleitoral e arrogância de todos os lados.

Cabe ao governo Bolsonaro se organizar melhor e botar ordem na casa, principalmente em nome e em socorro do “homem esquecido”.

O “homem esquecido” é aquele que votou no Bolsonaro porque não aguentava mais se ver abandonado pelos poderosos, corruptos e impunes.

Foi Franklin Roosevelt que inspirou Donald Trump, e Donald Trump que inspirou Jair Bolsonaro, a falar diretamente com o “homem esquecido”, essa grande vítima da grande destruição da economia, do emprego e da renda.

O “homem esquecido” depende do governo, do Congresso e dos tribunais, que parecem nem se dar conta das urgências dele.

O “homem esquecido” está naquelas filas enormes que oferecem vagas de trabalho modestas.

O “homem esquecido” precisa pagar contas, impostos, compromissos e obrigações; precisa ir ao supermercado, farmácia, açougue ou padaria; precisa de escolas, hospitais, remédios e segurança para sua família.

Daí que, entre uma eleição e outra, não se pode esquecer o “homem esquecido” – um bom sujeito que não merece a inclemência dos políticos.