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Antes de mexer nas reservas, é preciso mexer nas reformas

As primeiras decisões na área econômica para 2019 são polêmicas, mas também são corajosas.

Já surgiram reclamações de vários setores insatisfeitos, mas nenhum desses setores apresentou sugestões melhores do que sair da inércia e da inépcia em que estamos há três ou quatro anos.

Daí que, pior do que tentar alguma coisa, é não tentar coisa alguma – e “não tentar coisa alguma” a gente já tá vendo, claro, sem solução alguma.

A ideia de usar as reservas internacionais para reduzir a dúvida pública é duvidosa, só que não é inviável se o futuro governo atacar, antes, as raízes e as sementes dos venenos fiscais.

Ou seja, tudo bem usar as reservas, mas só depois de se aprovarem as reformas, principalmente a reforma da Previdência…

A reforma da Previdência é a “mãe de todas as reformas”… capaz de indicar o nível de comprometimento do novo governo com o nível prudencial e o nível de sustentabilidade das contas públicas.

Sem garantir primeiro essa sustentabilidade, mexer nas reservas, sem mexer nas reformas, dará ao Brasil e ao mundo uma sinalização perigosa, uma sinalização de alto risco, em caso de um ataque especulativo contra a moeda brasileira.

Enfim, na democracia, a bronca é livre e o choro é livre… mas, também na democracia, ri por último, quem venceu a eleição.

Depois do voto nas urnas, cabe o voto de confiança.

O superministro da Economia, Paulo Guedes, não tem tempo para errar e não tem licença para errar.

Mas tem, sim, licença para arriscar.