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Agosto, o mês da reforma

 

Dizem que agosto é “o mês do desgosto”. Mas isso não é possível porque agosto é o mês de nascimento da minha mãe. Neste mês em especial, essa menina, que começou a trabalhar com 14 aninhos de idade, vai completar justamente 70 anos de vida, graças a Deus, bem vivida.

Dito isso, agosto também chega com a agenda econômica cheia e abrasiva. De cara, teremos o segundo turno da reforma da Previdência na Câmara, bem como sua tramitação pelo Senado.

Se prevalecer a aprovação da reforma em primeiro turno, vamos todos descobrir que o Brasil não vai acabar no dia seguinte e que nada vai piorar, como alguns apostam… pode até melhorar e surpreender muita gente.

A nova Previdência não é uma bala de prata, não é um golpe de sorte e não é um truque de mágica. Ela é o dever de casa necessário, feito às pressas, com muito mais dores do que se tivesse sido feito a tempo, com muito mais responsabilidade.

A reforma vai exigir, por exemplo, que milhões de pessoas passem a trabalhar até os 65 ou 62 anos antes de ter direito à aposentadoria. Isso parece horrível, mas não é, porque o Brasil já tem milhões de pessoas que, pelas regras atuais, já trabalham além dos 70 – a idade da minha mãe.

Sem contar que a maior preocupação do país, hoje, não deveria ser “quanto tempo milhões terão que trabalhar a mais”; a maior preocupação do país, hoje, deveria ser “quanto tempo milhões terão que continuar desempregados”?